Pássaro alheio

Pássaro alheio

Cezar Ubaldo

 

 Doce pássaro alheio do sertão,
entre mortos que florescem deste chão,
como um canto proibido,
como um pranto incontido
abre as asas e vem ver,
como se fosses o olhar do mundo,
essa dor, essa gente, esse amor
sangrando n’uma manhã sem fim…

 

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3 Respostas to “Pássaro alheio”

  1. Cezar, nos apresentas aqui um poema que fala do sertão, com sua dor perene, em que um pássaro, que passa pelo sertão, é convidado a abrir o seu olhar que já viu distantes paragens, e, agora, com um olhar universal, vem descobrir a dor e o amor da gente sertaneja, e do poeta, que sofre uma dor lancinante, uma dor de amor. Belo, amigo!

  2. Grato peloconsistente comentário,Poeta.Obrigado pela visita.

  3. Cezar,

    Que coisa mais linda que são seus versos, amigo.

    Por que nunca mais escreveu nada nessa beleza de blog.

    Abraços de luz

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