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NUNCA ETERNOS

Posted in 1 with tags , , on 29 de agosto de 2009 by prato raso

NUNCA ETERNOS

Cezar Ubaldo

Tenho comigo sete botões de ouro,
sete cálices de vinho,
sete atos de um louco
que o muro do silêncio
esconde.
Tenho, comigo, a palavra
mas, só até a metade,
com a qual faço poemas
nunca eternos.
Tenho, à minha volta,
mais feras que doutores
com seus urros agitando
baratas e camundongos.
Tenho a honra aviltada
dentro e fora dos salões
com meus poemas perdidos
que, eternos,
nunca eternos serão…

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